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09/06/2010 13:59
Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
“"Isso não vai ficar assim" diz Jairo Xavier
por Wadson Correia
96 fm Arapiraca
Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
Durante a reunião do pleno dos desembargadores na noite de ontem o Tribunal de Justiça resolveu aposentar compulsoriamente o juiz da comarca de São Sebastião, Jairo Xavier da Costa.
No total foram 14 votos favoráveis e apenas um, o do desembargador Washignton Luiz contra a decisão.
Um dos motivos que fundamentaram a decisão foi o fato do magistrado ter autorizado o funcionamento de uma Casa de Jogos,que tinha inclusive máquinas caça-níqueis na cidade.
Em entrevista exclusiva ao Cadaminuto o juiz Jairo Xavier, qualificou a ação como perseguidora e disparou contra os magistrados dizendo que tem munição suficiente para denunciar o Tribunal de Justiça de Alagoas ao Conselho Nacional de Justiça.
“Isso não vai ficar assim, já entrei em contato com meu advogado para recorrer da decisão através de liminar” .Jairo não quis revelar quais seriam estas denúncias e foi ainda mais contundente."Tenho pena dos algozes perseguidores, tudo que falaram contra minha pessoa é mentira” explicou ele.
De acordo com o TJ-AL o juiz também desobedeceu em determinar o não uso de capacetes, para motociclistas, no perímetro urbano, indo de encontro ao Código de Trânsito Brasileiro. A portaria causou grande polêmica, em Alagoas. Xavier alegava na época que a decisão foi implantada para diminuir o numero de homicídios e assaltos.
Na política ele indeferiu ainda as denúncias do Ministério Público, contra o prefeito, que estava sendo acusado por corrupção política.
Tags: jairo xavier são sebastião
domingo, 27 de junho de 2010
Maceió: Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Maceió: Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
Maceió: Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
Cada Minuto [atalho H]
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http://www.cadaminuto.com.br/index.php/noticia/2010/06/09/juiz-que-foi-aposentado-dispara-e-diz-que-vai-denunciar-judiciario-alagoano-ao-cnj
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09/06/2010 13:59
Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
“"Isso não vai ficar assim" diz Jairo Xavier
por Wadson Correia
96 fm Arapiraca
Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
Durante a reunião do pleno dos desembargadores na noite de ontem o Tribunal de Justiça resolveu aposentar compulsoriamente o juiz da comarca de São Sebastião, Jairo Xavier da Costa.
No total foram 14 votos favoráveis e apenas um, o do desembargador Washignton Luiz contra a decisão.
Um dos motivos que fundamentaram a decisão foi o fato do magistrado ter autorizado o funcionamento de uma Casa de Jogos,que tinha inclusive máquinas caça-níqueis na cidade.
Em entrevista exclusiva ao Cadaminuto o juiz Jairo Xavier, qualificou a ação como perseguidora e disparou contra os magistrados dizendo que tem munição suficiente para denunciar o Tribunal de Justiça de Alagoas ao Conselho Nacional de Justiça.
“Isso não vai ficar assim, já entrei em contato com meu advogado para recorrer da decisão através de liminar” .Jairo não quis revelar quais seriam estas denúncias e foi ainda mais contundente."Tenho pena dos algozes perseguidores, tudo que falaram contra minha pessoa é mentira” explicou ele.
De acordo com o TJ-AL o juiz também desobedeceu em determinar o não uso de capacetes, para motociclistas, no perímetro urbano, indo de encontro ao Código de Trânsito Brasileiro. A portaria causou grande polêmica, em Alagoas. Xavier alegava na época que a decisão foi implantada para diminuir o numero de homicídios e assaltos.
Na política ele indeferiu ainda as denúncias do Ministério Público, contra o prefeito, que estava sendo acusado por corrupção política.
Tags: jairo xavier são sebastião
8 comentários
* de olho em 09/06/2010 às 14:13
meu nobre ex-juiz. se o sr; tem alguma denucia qua faça agora antes que sofra algum acidente e venha falecer. quanto á esse seu colega que votou a favor de sua permanecia ele é o mais sujo dessa corte.
* kaka em 09/06/2010 às 14:32
Será que realmente terá coragem? Por falar em aposentadoria, KD os outros?
* Ribamar VAMOS CONHECER AS DENUNCIAS SOCIEDADE ! em 09/06/2010 às 14:42
Isso é uma piada, vejamos: Um Juiz de Direito, membro do Judiciario (alagoano), se diz ter (deter) DENUNCIAS contra seus "superiores", quais sejam, os Senhores Desembargadores, portanto, ao meu humilde ver, estaria obrigado a revelar tais 'denuncias' sob pena de no minimo esta concorrendo pela omiss
* Simone colegas advogados, ui...que vergonha eu fico ! em 09/06/2010 às 15:03
Gente! a que ponto chegamos?! Um Juiz, em tese, desafia seus Superiores, deixando-os todos em cheque, quando informa que vai denunciar ? não sabemos ao certo o que, quanto a instituição a qual ele próprio faz pertence, mas não somente, em se tratando do Poder Judiciario. Ui, que vergonha eu sinto...
* ARTUR em 09/06/2010 às 15:04
EITA PAÍS SÉRIO ...! AINDA TEM PRÊMIO QUANDO PUNIDO, APOSENTADORIA É OU NÃO É UMA VERGONHA? AGORA DURMA COM UMA COISA NOJENTA DESSA.
* Arlindo José de Lira em 09/06/2010 às 15:21
Lendo-se friamente o artigo, sem estar a par do que pode ter influído a decisão dos magistrados, não parece tão grave assim as denúncias contra este Juiz, tendo em vista o que outros Juizes fizeram, por exemplo aquele covarde que agrediu a namorada e aquele que matou atropelada na cont.......
* Arlindo José de Lira em 09/06/2010 às 15:25
continuação... aquele que matou atropelada na calçada uma criança na Cruz das Almas e que estava completamente embriagado, isto sem falar nos desembargadores chefes de quadrilha. Então, em vista disso, acho muito severa a pena de aposentadoria caso sejam sòmente estes dois os motivos.
* antonio santos em 09/06/2010 às 15:33
É isso aí, está de parabéns o poder judiciário, o povo de Alagoas não aguenta mais tanta corrupção.
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o (82) 3313.2162 | 3327.7032 | 9982.1917
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Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
“"Isso não vai ficar assim" diz Jairo Xavier
por Wadson Correia
96 fm Arapiraca
Juiz que foi aposentado dispara e diz que vai denunciar Judiciário Alagoano ao CNJ
Durante a reunião do pleno dos desembargadores na noite de ontem o Tribunal de Justiça resolveu aposentar compulsoriamente o juiz da comarca de São Sebastião, Jairo Xavier da Costa.
No total foram 14 votos favoráveis e apenas um, o do desembargador Washignton Luiz contra a decisão.
Um dos motivos que fundamentaram a decisão foi o fato do magistrado ter autorizado o funcionamento de uma Casa de Jogos,que tinha inclusive máquinas caça-níqueis na cidade.
Em entrevista exclusiva ao Cadaminuto o juiz Jairo Xavier, qualificou a ação como perseguidora e disparou contra os magistrados dizendo que tem munição suficiente para denunciar o Tribunal de Justiça de Alagoas ao Conselho Nacional de Justiça.
“Isso não vai ficar assim, já entrei em contato com meu advogado para recorrer da decisão através de liminar” .Jairo não quis revelar quais seriam estas denúncias e foi ainda mais contundente."Tenho pena dos algozes perseguidores, tudo que falaram contra minha pessoa é mentira” explicou ele.
De acordo com o TJ-AL o juiz também desobedeceu em determinar o não uso de capacetes, para motociclistas, no perímetro urbano, indo de encontro ao Código de Trânsito Brasileiro. A portaria causou grande polêmica, em Alagoas. Xavier alegava na época que a decisão foi implantada para diminuir o numero de homicídios e assaltos.
Na política ele indeferiu ainda as denúncias do Ministério Público, contra o prefeito, que estava sendo acusado por corrupção política.
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8 comentários
* de olho em 09/06/2010 às 14:13
meu nobre ex-juiz. se o sr; tem alguma denucia qua faça agora antes que sofra algum acidente e venha falecer. quanto á esse seu colega que votou a favor de sua permanecia ele é o mais sujo dessa corte.
* kaka em 09/06/2010 às 14:32
Será que realmente terá coragem? Por falar em aposentadoria, KD os outros?
* Ribamar VAMOS CONHECER AS DENUNCIAS SOCIEDADE ! em 09/06/2010 às 14:42
Isso é uma piada, vejamos: Um Juiz de Direito, membro do Judiciario (alagoano), se diz ter (deter) DENUNCIAS contra seus "superiores", quais sejam, os Senhores Desembargadores, portanto, ao meu humilde ver, estaria obrigado a revelar tais 'denuncias' sob pena de no minimo esta concorrendo pela omiss
* Simone colegas advogados, ui...que vergonha eu fico ! em 09/06/2010 às 15:03
Gente! a que ponto chegamos?! Um Juiz, em tese, desafia seus Superiores, deixando-os todos em cheque, quando informa que vai denunciar ? não sabemos ao certo o que, quanto a instituição a qual ele próprio faz pertence, mas não somente, em se tratando do Poder Judiciario. Ui, que vergonha eu sinto...
* ARTUR em 09/06/2010 às 15:04
EITA PAÍS SÉRIO ...! AINDA TEM PRÊMIO QUANDO PUNIDO, APOSENTADORIA É OU NÃO É UMA VERGONHA? AGORA DURMA COM UMA COISA NOJENTA DESSA.
* Arlindo José de Lira em 09/06/2010 às 15:21
Lendo-se friamente o artigo, sem estar a par do que pode ter influído a decisão dos magistrados, não parece tão grave assim as denúncias contra este Juiz, tendo em vista o que outros Juizes fizeram, por exemplo aquele covarde que agrediu a namorada e aquele que matou atropelada na cont.......
* Arlindo José de Lira em 09/06/2010 às 15:25
continuação... aquele que matou atropelada na calçada uma criança na Cruz das Almas e que estava completamente embriagado, isto sem falar nos desembargadores chefes de quadrilha. Então, em vista disso, acho muito severa a pena de aposentadoria caso sejam sòmente estes dois os motivos.
* antonio santos em 09/06/2010 às 15:33
É isso aí, está de parabéns o poder judiciário, o povo de Alagoas não aguenta mais tanta corrupção.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Magno Malta "execrou" religiosos e que convocação de ex-desembargador é "descabida"
DO SITE TUDO NA HORA (http://www.tudonahora.com.br/noticia/politica/2010/05/12/95741/deputados-criticam-presidente-da-cpi-da-pedofilia-e-se-solidarizam-com-sapucaia).
Política
Deputados criticam presidente da CPI da Pedofilia e se solidarizam com Sapucaia
Eles afirmaram que Magno Malta "execrou" religiosos e que convocação de ex-desembargador é "descabida"
17:29 - 12/05/2010
Josenildo Törres
* Texto
Tamanho do texto Aumentar Texto Reduzir Texto
A atuação do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), durante trabalhos em Arapiraca, foi criticada por seis deputados estaduais na tarde desta quarta-feira.
Durante a sessão, os parlamentares também se solidarizaram com o desembargador aposentado Antônio Sapucaia, que foi convocado para depor em Brasília após escrever um artigo condenando a postura do integrante do Senado Federal, durante sessõs de depoimentos de religiosos.
O deputado Temóteo Correia (PSDB) foi o primeiro a trazer o tema ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), afirmando que o monsenhor Luiz Marques, de 83 anos, teria sido execrado por Magno Malta. “O senador agiu de forma arbitrária durante os três dias que esteve em Arapiraca, no mês passado, para colher os depoimentos dos religiosos que teriam abusado sexualmente dos ex-coroinhas. Na verdade, ele os execrou publicamente, os humilhou e perdeu o foco ao convocar o desembargador Antônio Sapucaia”, opinou o tucano.
Para Paulo Fernando dos Santos (PT ), apesar de criticar a postura do monsenhor, que segundo ele “sempre agiu de forma conservadora”, também concordou que “a postura de Magno Malta foi preconceituosa e arbitrária”. Judson Cabral (PT), também apoiou os argumentos do colega de partido e condenou o fato de Magno Malta ter convocado Antônio Sapucaia para depor em decorrência de ter descordado da postura do presidente da CPI da Pedofilia.
Em seguida, Ricardo Nezinho (PTdoB) enfatizou que Magno Malta execrou o monsenhor Luiz Marques durante a condução dos depoimentos, já que colocou um telão para exibir as imagens em que aparece mantendo relações sexuais com um ex-coroinha. “O que aconteceu durante aquele depoimento foi triste, de uma maldade sem limites, pois o monsenhor foi humilhado e o vídeo [do ato sexual], que toda a sociedade já havia tomado conhecimento, foi exibido apenas para execrar o monsenhor, diante de jovens e crianças”, relembrou.
Já Rui Palmeira (PSDB) frisou que Magno Malta mudou o foco da CPI da Pedofilia, quando convocou o desembargador aposentado para depor. “Ele desvirtuou a CPI da Pedofilia, pois o desembargador aposentado apenas se criticou o modo como o senador conduziu a coleta dos depoimentos, mas em nenhum momento defendeu os religiosos ou afirmou ser favorável à pedofilia”, relembrou o tucano, que teve a idéia compartilhada por Jeferson Morais (DEM).
Relembre o caso
No dia 28 de abril deste ano os integrantes da CPI da Pedofilia do Senado Federal aprovaram a convocação do desembargador aposentado Antônio Sapucaia para depor em Brasília. O motivo, segundo alegou o senador Magno Malta, foi o artigo “Espetáculo Deprimente”, publicado no Jornal Gazeta de Alagoas, onde criticou a postura do presidente da CPI.
No texto, Antônio Sapucaia classifica as oitivas como “um espetáculo nojento, repugnante, sob todos os aspectos, tendo a frente um senador-cantor, que parece desconhecer a ética, o respeito à sociedade e não atentou para o malefício que causou e repercutiu junto aos menores de idade que têm acesso à televisão”. No decorrer do artigo, o desembargador aposentado afirmou que o senador Magno Malta montou um “espetáculo”, e que ele teria se transformado “no principal ator das cenas picarescas”.
O ex-integrante do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) sugere no artigo, que Magno Malta “é desprovido de ética, de bom senso e despreparado para a função que de inquisidor”, além de salientar que ele teria sido “injudicioso, perverso e leviano”. Por fim, Antônio Sapucaia o classifica como “um ator que apresentou um texto mal escrito e mal conduzido” e que ele teria se revelado um “verdadeiro canastrão”, faltando, apenas, pedir ao público que “batesse palmas para que o espetáculo deprimente fosse completo”, sentenciou.
Sem medo
Ao ser procurado pelo Tudo na Hora, um dia após a decisão dos integrantes da CPI, o desembargador aposentado disse que vai depor e garantiu que, “mesmo que receba voz de prisão”, irá “reafirmar tudo o que disse” no artigo. Em resposta às palavras do desembargador aposentado, Magno Malta disse não saber a quem ele queria defender. “Ele defende as crianças ou os pedófilos?", questionou o senador. No entanto, em um dos trechos do artigo, Antônio Sapucaia garante ser "visceralmente contra a pedofilia".
Política
Deputados criticam presidente da CPI da Pedofilia e se solidarizam com Sapucaia
Eles afirmaram que Magno Malta "execrou" religiosos e que convocação de ex-desembargador é "descabida"
17:29 - 12/05/2010
Josenildo Törres
* Texto
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A atuação do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), durante trabalhos em Arapiraca, foi criticada por seis deputados estaduais na tarde desta quarta-feira.
Durante a sessão, os parlamentares também se solidarizaram com o desembargador aposentado Antônio Sapucaia, que foi convocado para depor em Brasília após escrever um artigo condenando a postura do integrante do Senado Federal, durante sessõs de depoimentos de religiosos.
O deputado Temóteo Correia (PSDB) foi o primeiro a trazer o tema ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), afirmando que o monsenhor Luiz Marques, de 83 anos, teria sido execrado por Magno Malta. “O senador agiu de forma arbitrária durante os três dias que esteve em Arapiraca, no mês passado, para colher os depoimentos dos religiosos que teriam abusado sexualmente dos ex-coroinhas. Na verdade, ele os execrou publicamente, os humilhou e perdeu o foco ao convocar o desembargador Antônio Sapucaia”, opinou o tucano.
Para Paulo Fernando dos Santos (PT ), apesar de criticar a postura do monsenhor, que segundo ele “sempre agiu de forma conservadora”, também concordou que “a postura de Magno Malta foi preconceituosa e arbitrária”. Judson Cabral (PT), também apoiou os argumentos do colega de partido e condenou o fato de Magno Malta ter convocado Antônio Sapucaia para depor em decorrência de ter descordado da postura do presidente da CPI da Pedofilia.
Em seguida, Ricardo Nezinho (PTdoB) enfatizou que Magno Malta execrou o monsenhor Luiz Marques durante a condução dos depoimentos, já que colocou um telão para exibir as imagens em que aparece mantendo relações sexuais com um ex-coroinha. “O que aconteceu durante aquele depoimento foi triste, de uma maldade sem limites, pois o monsenhor foi humilhado e o vídeo [do ato sexual], que toda a sociedade já havia tomado conhecimento, foi exibido apenas para execrar o monsenhor, diante de jovens e crianças”, relembrou.
Já Rui Palmeira (PSDB) frisou que Magno Malta mudou o foco da CPI da Pedofilia, quando convocou o desembargador aposentado para depor. “Ele desvirtuou a CPI da Pedofilia, pois o desembargador aposentado apenas se criticou o modo como o senador conduziu a coleta dos depoimentos, mas em nenhum momento defendeu os religiosos ou afirmou ser favorável à pedofilia”, relembrou o tucano, que teve a idéia compartilhada por Jeferson Morais (DEM).
Relembre o caso
No dia 28 de abril deste ano os integrantes da CPI da Pedofilia do Senado Federal aprovaram a convocação do desembargador aposentado Antônio Sapucaia para depor em Brasília. O motivo, segundo alegou o senador Magno Malta, foi o artigo “Espetáculo Deprimente”, publicado no Jornal Gazeta de Alagoas, onde criticou a postura do presidente da CPI.
No texto, Antônio Sapucaia classifica as oitivas como “um espetáculo nojento, repugnante, sob todos os aspectos, tendo a frente um senador-cantor, que parece desconhecer a ética, o respeito à sociedade e não atentou para o malefício que causou e repercutiu junto aos menores de idade que têm acesso à televisão”. No decorrer do artigo, o desembargador aposentado afirmou que o senador Magno Malta montou um “espetáculo”, e que ele teria se transformado “no principal ator das cenas picarescas”.
O ex-integrante do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) sugere no artigo, que Magno Malta “é desprovido de ética, de bom senso e despreparado para a função que de inquisidor”, além de salientar que ele teria sido “injudicioso, perverso e leviano”. Por fim, Antônio Sapucaia o classifica como “um ator que apresentou um texto mal escrito e mal conduzido” e que ele teria se revelado um “verdadeiro canastrão”, faltando, apenas, pedir ao público que “batesse palmas para que o espetáculo deprimente fosse completo”, sentenciou.
Sem medo
Ao ser procurado pelo Tudo na Hora, um dia após a decisão dos integrantes da CPI, o desembargador aposentado disse que vai depor e garantiu que, “mesmo que receba voz de prisão”, irá “reafirmar tudo o que disse” no artigo. Em resposta às palavras do desembargador aposentado, Magno Malta disse não saber a quem ele queria defender. “Ele defende as crianças ou os pedófilos?", questionou o senador. No entanto, em um dos trechos do artigo, Antônio Sapucaia garante ser "visceralmente contra a pedofilia".
17ª Vara presta conta de ações que resultaram em 78 condenações
http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Justi%E7a&vCod=85210
Do Site 24 horas.
Justiça
Juízes da 17ª Vara prestam conta de ações que resultaram em 78 condenações 18h41, 12 de maio de 2010
Vanessa Alencar
Vanessa Alencar/Alagoas24horas
Juiz Maurício Brêda mostra quantidade de processos
Juiz Maurício Brêda mostra quantidade de processos
Os juízes Maurício Brêda, Luciano Andrade e Antônio Dórea, integrantes da 17ª Vara Criminal, apresentaram em uma coletiva à imprensa realizada nesta quarta-feira, 12, uma prestação de contas com o resultado de 18 ações penais julgadas pela Vara. As ações resultaram na prisão de mais de 130 pessoas e na condenação de 78.
Os magistrados informaram que, a partir de agora, a cada dois meses será realizada uma prestação de contas à sociedade das ações da 17ª Vara. É a primeira vez que isso ocorre desde que ela foi criada por meio de uma lei estadual em 2007.
Os resultados apresentados nesta tarde são referentes a 18 processos tramitados entre o final de 2008 a 2010, envolvendo casos de roubo a bancos, sequestros, formação de quadrilha, homicídios, peculato e corrupção passiva.
Entre eles, os magistrados citaram três que tiveram maior repercussão: o assassinato de Dimas Holanda (ocorrido em 1996); A ‘Operação Pesca Bagre’, realizada em julho de 2009 em Pilar, que desbaratou uma quadrilha que desviou recursos dos cofres públicos do município; e o desmantelamento de uma organização criminosa que praticava a ‘saidinha’ (assalto na saída de bancos) e teve, entre suas vítimas, o jornalista Mozart Luna.
Neste caso foram dez pessoas condenadas: Vitor Mendes Silva de Oliveira, Flávio Soares da Silva (Ceguinho), Ialex Costa Vian, Jadiel Santos da Silva, Valdeir de Oliveira Silva (vulgo Igor), Edvan Clementino dos Santos (Tempero), José Márcio Freitas, Generino Paulo de Lima, José Audálio dos Santos (Nem) e Getúlio do Nascimento da Silva (Dudu).
No caso Dimas Holanda foram pronunciados como autores materiais, por homicídio qualificado e formação de quadrilha: Paulo Pereira dos Santos, Daniel Luiz da Silva Sobrinha, Valdomiro dos Santos Barros, Eufrásio Tenório Dantas e Paulo Nei de Moraes. O juiz Maurício Brêda explicou que os acusados de autoria intelectual possuem foro privilegiado e não podem ser julgados pela 17ª Vara.
Em Pilar, foram condenados em sentença publicada ontem (terça-feira): Patrícia Henrique Rocha; José Hosano da Silva; Damião dos Santos; Roberto Cavalcante da Silva, Amaro Veloso da Silva, Luiz Carlos da Silva, Paulo Urbano Vieira, Geraldo Cavalcante da Silva, Benedito Cavalcante de Barros Neto e Phylipe Avelino de Castro Lopes.
Ao final da coletiva, os magistrados destacaram como fundamental a parceria da polícia e do Ministério Público Estadual, por meio do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) nas ações, e afirmaram que, desde dezembro de 2008, não há registro oficial de sequestro em Alagoas. “Com essas decisões estamos tentando combater a evolução dos crimes de quadrilhas e suas espécies”, disse Brêda.
Do Site 24 horas.
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Juízes da 17ª Vara prestam conta de ações que resultaram em 78 condenações 18h41, 12 de maio de 2010
Vanessa Alencar
Vanessa Alencar/Alagoas24horas
Juiz Maurício Brêda mostra quantidade de processos
Juiz Maurício Brêda mostra quantidade de processos
Os juízes Maurício Brêda, Luciano Andrade e Antônio Dórea, integrantes da 17ª Vara Criminal, apresentaram em uma coletiva à imprensa realizada nesta quarta-feira, 12, uma prestação de contas com o resultado de 18 ações penais julgadas pela Vara. As ações resultaram na prisão de mais de 130 pessoas e na condenação de 78.
Os magistrados informaram que, a partir de agora, a cada dois meses será realizada uma prestação de contas à sociedade das ações da 17ª Vara. É a primeira vez que isso ocorre desde que ela foi criada por meio de uma lei estadual em 2007.
Os resultados apresentados nesta tarde são referentes a 18 processos tramitados entre o final de 2008 a 2010, envolvendo casos de roubo a bancos, sequestros, formação de quadrilha, homicídios, peculato e corrupção passiva.
Entre eles, os magistrados citaram três que tiveram maior repercussão: o assassinato de Dimas Holanda (ocorrido em 1996); A ‘Operação Pesca Bagre’, realizada em julho de 2009 em Pilar, que desbaratou uma quadrilha que desviou recursos dos cofres públicos do município; e o desmantelamento de uma organização criminosa que praticava a ‘saidinha’ (assalto na saída de bancos) e teve, entre suas vítimas, o jornalista Mozart Luna.
Neste caso foram dez pessoas condenadas: Vitor Mendes Silva de Oliveira, Flávio Soares da Silva (Ceguinho), Ialex Costa Vian, Jadiel Santos da Silva, Valdeir de Oliveira Silva (vulgo Igor), Edvan Clementino dos Santos (Tempero), José Márcio Freitas, Generino Paulo de Lima, José Audálio dos Santos (Nem) e Getúlio do Nascimento da Silva (Dudu).
No caso Dimas Holanda foram pronunciados como autores materiais, por homicídio qualificado e formação de quadrilha: Paulo Pereira dos Santos, Daniel Luiz da Silva Sobrinha, Valdomiro dos Santos Barros, Eufrásio Tenório Dantas e Paulo Nei de Moraes. O juiz Maurício Brêda explicou que os acusados de autoria intelectual possuem foro privilegiado e não podem ser julgados pela 17ª Vara.
Em Pilar, foram condenados em sentença publicada ontem (terça-feira): Patrícia Henrique Rocha; José Hosano da Silva; Damião dos Santos; Roberto Cavalcante da Silva, Amaro Veloso da Silva, Luiz Carlos da Silva, Paulo Urbano Vieira, Geraldo Cavalcante da Silva, Benedito Cavalcante de Barros Neto e Phylipe Avelino de Castro Lopes.
Ao final da coletiva, os magistrados destacaram como fundamental a parceria da polícia e do Ministério Público Estadual, por meio do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) nas ações, e afirmaram que, desde dezembro de 2008, não há registro oficial de sequestro em Alagoas. “Com essas decisões estamos tentando combater a evolução dos crimes de quadrilhas e suas espécies”, disse Brêda.
CPI Pedofilia e o Abuso de autoridade e a extrapolação de sua competência
Quarta-feira, 12 de maio de 2010
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PolíticaDeputados criticam ação da CPI da Pedofilia e defendem Sapucaia 17h26, 12 de maio de 2010
Danielle Silva e Vanessa Alencar
Vanessa Alencar/Alagoas24horas
Deputado Temóteo Correia foi o primeiro a usar o plenário
Deputado Temóteo Correia foi o primeiro a usar o plenário
A convocação do desembargador aposentado Antônio Sapucaia para depor na CPI da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, continua causando polêmica em Alagoas. Na sessão desta quarta-feira, 12, os deputados usaram a tribuna da Casa para declarar solidariedade ao ex-diretor do Detran.
O deputado Temóteo Correia (DEM) teceu duras críticas ao senador Magno Malta pela forma como a CPI foi conduzida. O deputado ressalta que a questão saiu das fronteiras de Arapiraca, em Alagoas, e ganhou o mundo. Além disso, Correia argumenta que Sapucaia apenas expôs o que realmente aconteceu durante as oitivas da CPI: humilhação e julgamento antecipado. “Concordamos com o artigo publicado em gênero, número e grau”, disse Temóteo Correia.
O deputado Paulão (PT) pediu um aparte para enfatizar as falhas da CPI e criticar os pré-julgamentos dos seus condutores, no entanto, no meio do discurso o deputado misturou as polêmicas e acabou citando o governador Teotonio Vilela Filho (PDSB) e as falhas dos movimentos sociais. “Alguns movimentos de combate à corrupção esquecem do nome do governador quando falam em culpados. Além de ser indiciado Vilela foi denunciado na Operação Navalha. Os movimentos sociais são tendenciosos quando colocam só o Poder Legislativo na vala comum”, critica Paulão.
Enquanto os deputados e os demais tentavam situar o discurso de Paulão, ele voltou a falar do caso de pedofilia no Estado e criticou o monsenhor Luis Marques pelo combate às organizações sociais, por perseguição aos padres progressistas e pelo falso moralismo com que conduzia suas paróquias. “Sapucaia apenas deu sua opinião. Sua convocação na CPI é uma intimidação. Espero que o bom senso prevaleça e que a bancada alagoana faça a defesa de Sapucaia”, conclui o petista.
Novamente com a palavra, o deputado Temóteo Correia comenta: “Paulão não deveria se defender se escudando no governador porque até que se prove o contrário ele é inocente. Se o senhor (Paulão) cometeu algum desvio não foi de má fé, porque sua postura aqui sempre foi exemplar e não há nada que o comprometa”, declara Correia.
A sessão seguiu com outros apartes, mais declarações de solidariedade ao ex-presidente do TJ e também com comentários equivocados, como no caso do deputado Jerfeson Morais (DEM) que insistiu que o monsenhor Luis Marques havia sido filmado praticando sexo com um menor. “O monsenhor não é inocente porque há imagens dele com um menor. Como os pais vão permitir que seus filhos frequentem as igrejas?”, disse acrescentando que ser coroinha hoje é uma ofensa em Arapiraca.
Para concluir seu discurso o deputado Temóteo Correia citou Shakespeare, Rui Barbosa e até Tomaz de Aquino. “Não de deve ser arrogante diante dos miseráveis”, finaliza.
Deputados Jeferson Moraes e Paulão também prestaram solidariedade
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PolíticaDeputados criticam ação da CPI da Pedofilia e defendem Sapucaia 17h26, 12 de maio de 2010
Danielle Silva e Vanessa Alencar
Vanessa Alencar/Alagoas24horas
Deputado Temóteo Correia foi o primeiro a usar o plenário
Deputado Temóteo Correia foi o primeiro a usar o plenário
A convocação do desembargador aposentado Antônio Sapucaia para depor na CPI da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, continua causando polêmica em Alagoas. Na sessão desta quarta-feira, 12, os deputados usaram a tribuna da Casa para declarar solidariedade ao ex-diretor do Detran.
O deputado Temóteo Correia (DEM) teceu duras críticas ao senador Magno Malta pela forma como a CPI foi conduzida. O deputado ressalta que a questão saiu das fronteiras de Arapiraca, em Alagoas, e ganhou o mundo. Além disso, Correia argumenta que Sapucaia apenas expôs o que realmente aconteceu durante as oitivas da CPI: humilhação e julgamento antecipado. “Concordamos com o artigo publicado em gênero, número e grau”, disse Temóteo Correia.
O deputado Paulão (PT) pediu um aparte para enfatizar as falhas da CPI e criticar os pré-julgamentos dos seus condutores, no entanto, no meio do discurso o deputado misturou as polêmicas e acabou citando o governador Teotonio Vilela Filho (PDSB) e as falhas dos movimentos sociais. “Alguns movimentos de combate à corrupção esquecem do nome do governador quando falam em culpados. Além de ser indiciado Vilela foi denunciado na Operação Navalha. Os movimentos sociais são tendenciosos quando colocam só o Poder Legislativo na vala comum”, critica Paulão.
Enquanto os deputados e os demais tentavam situar o discurso de Paulão, ele voltou a falar do caso de pedofilia no Estado e criticou o monsenhor Luis Marques pelo combate às organizações sociais, por perseguição aos padres progressistas e pelo falso moralismo com que conduzia suas paróquias. “Sapucaia apenas deu sua opinião. Sua convocação na CPI é uma intimidação. Espero que o bom senso prevaleça e que a bancada alagoana faça a defesa de Sapucaia”, conclui o petista.
Novamente com a palavra, o deputado Temóteo Correia comenta: “Paulão não deveria se defender se escudando no governador porque até que se prove o contrário ele é inocente. Se o senhor (Paulão) cometeu algum desvio não foi de má fé, porque sua postura aqui sempre foi exemplar e não há nada que o comprometa”, declara Correia.
A sessão seguiu com outros apartes, mais declarações de solidariedade ao ex-presidente do TJ e também com comentários equivocados, como no caso do deputado Jerfeson Morais (DEM) que insistiu que o monsenhor Luis Marques havia sido filmado praticando sexo com um menor. “O monsenhor não é inocente porque há imagens dele com um menor. Como os pais vão permitir que seus filhos frequentem as igrejas?”, disse acrescentando que ser coroinha hoje é uma ofensa em Arapiraca.
Para concluir seu discurso o deputado Temóteo Correia citou Shakespeare, Rui Barbosa e até Tomaz de Aquino. “Não de deve ser arrogante diante dos miseráveis”, finaliza.
Deputados Jeferson Moraes e Paulão também prestaram solidariedade
sábado, 24 de abril de 2010
Maceió: VÍDEO: Ex-Delegado que denunciou venda de sentenças no TJ-AL sai da prisão e conta tudo
Maceió: VÍDEO: Ex-Delegado que denunciou venda de sentenças no TJ-AL sai da prisão e conta tudo
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09/04/2010 06:12
VÍDEO: Ex-Delegado que denunciou venda de sentenças no TJ-AL sai da prisão e conta tudo
Se não existisse o CNJ, nós estávamos perdidos
por Emanuelle Oliveira
Maciel Rufino
VÍDEO: Ex-Delegado que denunciou venda de sentenças no TJ-AL sai da prisão e conta tudo
Depois de denunciar um esquema de venda de sentenças e por em xeque a idoneidade de integrantes do Poder Judiciário de Alagoas, o ex-delegado da Polícia Civil, Wladney José da Silva, que foi preso sob acusação de enviar uma carta ameaçando o desembargador do Tribunal de Justiça (TJ/AL), Tutmés Airan conversou, com exclusividade, com o CADA MINUTO.
Ele teve o Habeas Corpus concedido no último dia 30, pelo desembargador Mário Ramalho, mas viajou para a casa de parentes e decidiu não manter um contato inicial com a imprensa.
O ex-delegado disse que foi pego de surpresa com a soltura, que demorou 45 dias para acontecer, já que segundo sua família havia muitos obstáculos para que ele saísse, apesar de ser réu primário, ter residência fixa e nível superior.
Wladney afirmou que por ter sido acusado de fazer uma ameaça não poderia ter sido preso, lamentando também o posicionamento do diretor-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco e a perseguição sofrida por sua mãe, Denise Batista da Silva e pelo irmão, Wladson Silva, acusados de coação no curso do processo.
“Minha prisão foi desespero do TJ, um reflexo de que minha denúncia foi séria e mexeu com os magistrados. Sai atordoado, por isso viajei. Colocaram minha mãe e meu irmão como integrantes de uma quadrilha e quiseram inverter os papéis, prendendo quem denunciou, enquanto acusados continuam soltos. Mas, a verdade vai prevalecer porque não escrevi a carta para ameaçar e sim, como um desabafo. O Barenco podia ter mantido um contato para que eu me apresentasse, ao contrário de mandar a polícia perseguir minha família e 10 viaturas do Deic e do Tigre para me prender e chamar a atenção dos vizinhos”, desabafou o ex-delegado.
Wladney contou que por ter ficado muitos anos na polícia foi difícil passar de delegado a preso e ainda, dividir uma cela pequena com mais três pessoas. Ele destacou que se sente uma vítima das injustiças do judiciário e que sofreu um trauma psicológico que vai ficar para sempre em sua memória.
“A reação é automática, só quem é preso pode saber, mas nunca cometi nenhum crime. Tudo aconteceu em pleno carnaval, para eu ficar preso, pois tudo estava fechado. Fico triste por ter passado por isso, que é o que acontece quando se mexe com pessoas poderosas”.
Ele criticou o posicionamento do TJ diante do caso e contou que um dia antes de ser solto foi ouvido pelos magistrados responsáveis pela sindicância, entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apesar de ter sido orientado a falar apenas do envolvimento do servidor lotado no gabinete do desembargador Washington Luis, Flávio Baltar, que é filho de um ex-desembargador.
Em relação à briga interna no TJ, após suas denúncias Wladney ressaltou que ao contrário do que queriam os desembargadores, o assunto não poderia ser resolvido pela Corregedoria, que é responsável pela fiscalização dos juízes.
“A 4ª Vara Criminal da Capital, que decretou minha prisão não tinha competência para isso. Minha esperança é que o CNJ se pronuncie, pois lá há muitas outras representações contra magistrados alagoanos. Isso causa um histórico negativo e a decisão do relator do processo sobre o imóvel da minha família não tem fundamentação, foi algo tendencioso, que fugiu dos autos. Só que a corda arrebenta do lado mais fraco. Meu interesse era falar sobre o processo, mas só fiz isso de forma extrajudicial porque alguns desembargadores quiseram me ouvir, mas o que eu disse não está na sindicância”, lamentou Wladney.
Prisão dos envolvidos
Acerca das prisões do advogado Fernando Costa – que já está em liberdade - e de Flávio Baltar Maia, que aconteceram no dia 24 de março, por determinação da 17° Vara, o ex-delegado afirmou que faltou rigor e responsabilidade para que ambos continuassem presos, já que os juízes desrespeitaram a prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), de ter acompanhado a abordagem.
Costa atuaria como um lobista, fazendo a intermediação do esquema e promovendo inclusive, grandes festas com autoridades do Estado para acertar detalhes da venda de sentenças, geralmente de processos relacionados a propriedades de terra e imóveis. Segundo a família de Wladney o advogado ficou milionário devido ao esquema e ainda ofereceria viagens e imóveis aos magistrados.
“Quem não gosta da 17° vara, que tem juízes que combatem o crime organizado em Alagoas? Porém, faltou responsabilidade deles, que por estudarem tanto têm que saber que precisam cumprir leis. Eles precisam rever suas atitudes, para manter as decisões que tomam. Achei estranho o fato de apenas três, dos cinco terem assinado a solicitação da prisão. Nesse caso o Omar Coelho teve razão em seus questionamentos”, afirmou.
Wladney lembrou que foi o comprador do imóvel de sua família quem contratou Fernando Costa, mas que mesmo assim ele [comprador] não foi investigado. “Divulgaram que recebemos o valor do imóvel, mas não há nenhum documento que comprove isso. A entrevista concedida pelo Tutmés foi infeliz, ele estava nervoso, sabe que deve, pois o processo da minha família não tem uma vírgula que sustente a decisão dele”, reafirmou.
Mudança de vida
Apesar da ameaça recebida por sua mãe, feita através de um telefone público – protocolada na Polícia Federal e no CNJ - e da tensão vivida pela sua família desde que foi preso, Wladney afirmou que tentará voltar à rotina normal.
“Sei como é a conduta de pessoas criminosas e não tenho estrutura para ter 10 seguranças ao meu lado, mas não vou ficar na rua esperando que algo ruim aconteça. Ficarei mais atento, só que sei que se me acontecer alguma coisa os acusados serão responsabilizados. Só quero reaver o que pertence a minha família”, ressaltou.
Ele informou que futuramente deverá processar o Estado pela omissão diante do caso e pela humilhação que sofreu. “Quem sofre uma injustiça quer processar alguém, mas vou pensar nisso depois que tudo se resolver. O que aconteceu mexeu com toda minha estrutura familiar. Até parentes de pessoas que estavam presas, ao me visitarem, demonstravam indignação. Minha sorte foi que não sou um leigo e conheço meus direitos. O TJ passa por um momento de reprovação social e minha briga é para que a justiça seja feita”.
Wladney manteve um contato com o corregedor nacional do CNJ, Gilson Dipp, que está com as gravações feitas por ele, inicialmente entregues a PF e que comprovariam o esquema. Ele deverá marcar uma reunião para relatar como descobriu a participação dos magistrados no caso.
“Se não existisse o CNJ estaríamos perdidos. Confio no rigor do ministro, que já afastou diversos magistrados em outros estados. Mesmo que existam pessoas como o Barenco, que dizem que isso não vai dar em nada, continuo confiante. Não sei até que ponto ele tem interesse para torcer contra”, ressaltou.
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09/04/2010 06:12
VÍDEO: Ex-Delegado que denunciou venda de sentenças no TJ-AL sai da prisão e conta tudo
Se não existisse o CNJ, nós estávamos perdidos
por Emanuelle Oliveira
Maciel Rufino
VÍDEO: Ex-Delegado que denunciou venda de sentenças no TJ-AL sai da prisão e conta tudo
Depois de denunciar um esquema de venda de sentenças e por em xeque a idoneidade de integrantes do Poder Judiciário de Alagoas, o ex-delegado da Polícia Civil, Wladney José da Silva, que foi preso sob acusação de enviar uma carta ameaçando o desembargador do Tribunal de Justiça (TJ/AL), Tutmés Airan conversou, com exclusividade, com o CADA MINUTO.
Ele teve o Habeas Corpus concedido no último dia 30, pelo desembargador Mário Ramalho, mas viajou para a casa de parentes e decidiu não manter um contato inicial com a imprensa.
O ex-delegado disse que foi pego de surpresa com a soltura, que demorou 45 dias para acontecer, já que segundo sua família havia muitos obstáculos para que ele saísse, apesar de ser réu primário, ter residência fixa e nível superior.
Wladney afirmou que por ter sido acusado de fazer uma ameaça não poderia ter sido preso, lamentando também o posicionamento do diretor-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco e a perseguição sofrida por sua mãe, Denise Batista da Silva e pelo irmão, Wladson Silva, acusados de coação no curso do processo.
“Minha prisão foi desespero do TJ, um reflexo de que minha denúncia foi séria e mexeu com os magistrados. Sai atordoado, por isso viajei. Colocaram minha mãe e meu irmão como integrantes de uma quadrilha e quiseram inverter os papéis, prendendo quem denunciou, enquanto acusados continuam soltos. Mas, a verdade vai prevalecer porque não escrevi a carta para ameaçar e sim, como um desabafo. O Barenco podia ter mantido um contato para que eu me apresentasse, ao contrário de mandar a polícia perseguir minha família e 10 viaturas do Deic e do Tigre para me prender e chamar a atenção dos vizinhos”, desabafou o ex-delegado.
Wladney contou que por ter ficado muitos anos na polícia foi difícil passar de delegado a preso e ainda, dividir uma cela pequena com mais três pessoas. Ele destacou que se sente uma vítima das injustiças do judiciário e que sofreu um trauma psicológico que vai ficar para sempre em sua memória.
“A reação é automática, só quem é preso pode saber, mas nunca cometi nenhum crime. Tudo aconteceu em pleno carnaval, para eu ficar preso, pois tudo estava fechado. Fico triste por ter passado por isso, que é o que acontece quando se mexe com pessoas poderosas”.
Ele criticou o posicionamento do TJ diante do caso e contou que um dia antes de ser solto foi ouvido pelos magistrados responsáveis pela sindicância, entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apesar de ter sido orientado a falar apenas do envolvimento do servidor lotado no gabinete do desembargador Washington Luis, Flávio Baltar, que é filho de um ex-desembargador.
Em relação à briga interna no TJ, após suas denúncias Wladney ressaltou que ao contrário do que queriam os desembargadores, o assunto não poderia ser resolvido pela Corregedoria, que é responsável pela fiscalização dos juízes.
“A 4ª Vara Criminal da Capital, que decretou minha prisão não tinha competência para isso. Minha esperança é que o CNJ se pronuncie, pois lá há muitas outras representações contra magistrados alagoanos. Isso causa um histórico negativo e a decisão do relator do processo sobre o imóvel da minha família não tem fundamentação, foi algo tendencioso, que fugiu dos autos. Só que a corda arrebenta do lado mais fraco. Meu interesse era falar sobre o processo, mas só fiz isso de forma extrajudicial porque alguns desembargadores quiseram me ouvir, mas o que eu disse não está na sindicância”, lamentou Wladney.
Prisão dos envolvidos
Acerca das prisões do advogado Fernando Costa – que já está em liberdade - e de Flávio Baltar Maia, que aconteceram no dia 24 de março, por determinação da 17° Vara, o ex-delegado afirmou que faltou rigor e responsabilidade para que ambos continuassem presos, já que os juízes desrespeitaram a prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), de ter acompanhado a abordagem.
Costa atuaria como um lobista, fazendo a intermediação do esquema e promovendo inclusive, grandes festas com autoridades do Estado para acertar detalhes da venda de sentenças, geralmente de processos relacionados a propriedades de terra e imóveis. Segundo a família de Wladney o advogado ficou milionário devido ao esquema e ainda ofereceria viagens e imóveis aos magistrados.
“Quem não gosta da 17° vara, que tem juízes que combatem o crime organizado em Alagoas? Porém, faltou responsabilidade deles, que por estudarem tanto têm que saber que precisam cumprir leis. Eles precisam rever suas atitudes, para manter as decisões que tomam. Achei estranho o fato de apenas três, dos cinco terem assinado a solicitação da prisão. Nesse caso o Omar Coelho teve razão em seus questionamentos”, afirmou.
Wladney lembrou que foi o comprador do imóvel de sua família quem contratou Fernando Costa, mas que mesmo assim ele [comprador] não foi investigado. “Divulgaram que recebemos o valor do imóvel, mas não há nenhum documento que comprove isso. A entrevista concedida pelo Tutmés foi infeliz, ele estava nervoso, sabe que deve, pois o processo da minha família não tem uma vírgula que sustente a decisão dele”, reafirmou.
Mudança de vida
Apesar da ameaça recebida por sua mãe, feita através de um telefone público – protocolada na Polícia Federal e no CNJ - e da tensão vivida pela sua família desde que foi preso, Wladney afirmou que tentará voltar à rotina normal.
“Sei como é a conduta de pessoas criminosas e não tenho estrutura para ter 10 seguranças ao meu lado, mas não vou ficar na rua esperando que algo ruim aconteça. Ficarei mais atento, só que sei que se me acontecer alguma coisa os acusados serão responsabilizados. Só quero reaver o que pertence a minha família”, ressaltou.
Ele informou que futuramente deverá processar o Estado pela omissão diante do caso e pela humilhação que sofreu. “Quem sofre uma injustiça quer processar alguém, mas vou pensar nisso depois que tudo se resolver. O que aconteceu mexeu com toda minha estrutura familiar. Até parentes de pessoas que estavam presas, ao me visitarem, demonstravam indignação. Minha sorte foi que não sou um leigo e conheço meus direitos. O TJ passa por um momento de reprovação social e minha briga é para que a justiça seja feita”.
Wladney manteve um contato com o corregedor nacional do CNJ, Gilson Dipp, que está com as gravações feitas por ele, inicialmente entregues a PF e que comprovariam o esquema. Ele deverá marcar uma reunião para relatar como descobriu a participação dos magistrados no caso.
“Se não existisse o CNJ estaríamos perdidos. Confio no rigor do ministro, que já afastou diversos magistrados em outros estados. Mesmo que existam pessoas como o Barenco, que dizem que isso não vai dar em nada, continuo confiante. Não sei até que ponto ele tem interesse para torcer contra”, ressaltou.
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